sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Década: Roteiro Adaptado

Peço que antes que vejam a lista, arranquem dos bolsos quaisquer materiais perfurocortantes que possam me fazer algum tipo de mal. Brincadeiras doentias à parte, digo que esta lista é a que mais será massacrada por alguns dos leitores. Mas felizmente nossas mentes são munidas de personalidade própria, o que torna nosso mundo tão rico em opiniões, não é mesmo? Vamos à ela, então:


10. Robert Nelson Jacobs, Chegadas e Partidas



9. Hayao Miyazaki, O Castelo Animado




8. Alexander Payne e Jim Taylor, Sideways - Entre Umas e Outras



7. Frances Walsh, Philippa Boyens e Peter Jackson, O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel




6. David Magee, Em Busca da Terra do Nunca




5. Bill Condon, Chicago




4. Patrick Marber, Closer - Perto Demais




3. Eric Roth, O Curioso Caso de Benjamin Button




2. Paul Thomas Anderson, Sangue Negro




1. David Hare, As Horas


quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Up - Altas Aventuras


É inegável que a Pixar é hoje uma das mais fascinantes produtoras do gênero animação. Já foi responsável pela concepção de duas obras-primas do nosso tempo, Toy Story e Procurando Nemo, mas devo frisar que, indo contra a maioria, tenho problemas com a sua última produção, Wall-e. Após conferir o trailer da mais nova animação, Up, fiquei apreensivo pois de pronto percebi que ele era veículo para alguma grande mensagem. Wall-e também apelou à mensagem, mas acredito que seja um tanto quanto pretensiosa a sua execução. Pois Up – Altas Aventuras, lança mão de momentos extremamente reflexivos que em sua maioria se fazem bastante singelos e humildes.

Pete Docter e Bob Peterson (que já trabalharam juntos no sensacional Monstros S.A), dirigem a fita e apresentam um primeiro ato lindíssimo que já é uma idéia do que teremos nas cenas a seguir. Digo que é somente uma idéia, pois infelizmente o filme tem alguns problemas de balanceamentos de ritmo e isto acaba por deixar o espectador um pouco inquieto. Up – Altas Aventuras escracha a vida de Carl, um velhote dos mais rabugentos que desde sempre teve o sonho de explorar o mundo, mas atualmente, aos 78 anos, já nem consegue mais enxergar tal realização, tamanha a sua distância. Entretanto, numa reviravolta muito bem bolada pelos roteiristas, entra em cena o jovenzinho Russell, que diz ser um explorador naturalista. Os personagens nos são apresentados de forma perfeita e já conseguimos entender que um é o completo oposto do outro. Cabe ao carismático e vivaz Russell ensinar o resmungão e chato Carl a reaprender a viver, e para que isso ocorra, eles entram numa jornada incomum além mar e terra que nos proporcionará cenas emocionantes (nem comento sobre chorar ou não, por que vocês já sabem o que vou dizer).

Concordo que este meu segundo parágrafo os prepara para uma nota exorbitantemente alta no final. Mas vamos com calma, muita calma. A premissa é, de fato, impecável mas a condução desta premissa enquanto roteiro é um pouquinho falha. Na realidade, acredito que a introdução seja algo único, o desenvolvimento tem mais altos do que baixos, mas o desfecho não é tão memorável quanto se espera. O que também me preocupa é a tentativa de desvirtuar Carl e fazê-lo uma espécie de vilão (contudo, preciso dar uma revisada nisto). O mais interessante acerca de Up é, com certeza, a mensagem de vida contida nele. E percebam que a película fala de vida no sentido mais amplo possível da palavra: não só mostra um começo, mas sim um recomeço; e vai muito além ao tocar em pontos fortes como sonhos e a possibilidade de sempre realizá-los.

Sou um dos que sempre defendeu a unhas e dentes o trabalho técnico de Procurando Nemo como sendo um dos mais impressionantes já vistos numa animação. Depois de ver Up, continuo achando o mesmo, mas consigo enxergar um trabalho de “laboratório” digno de muita nota. A equipe do filme constrói cenários coloridos que chegam a brilhar em nossos olhos. Por muitas vezes pensei estar numa bela e elegante exposição de quadros em algum bom museu francês. Ainda na parte visual, a riqueza de detalhes é bastante evidente, mas esperava algo mais impressionante, de novo, que Procurando Nemo. Outro grande trunfo do filme é a excelente composição musical de Michael Giacchino: sempre tentando fazer menção à aventura, à freneticidade e à tudo de mais alegre que existe. E, em resumo, o novo filhote da Pixar é isso. Uma pequena ode aos que realizam seus sonhos e, desta forma, aproveitam a vida.

Nota: 8,5



Informações sobre o filme, clique aqui.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Cor de rosa e autêntica...


Não tem como: pra mim, a atuação de Felicity Huffman em Transamérica é uma coisa de outro mundo. Pensem que ela interpreta um homem que quer ser mulher, mas ela é uma atriz, e não um ator - o que torna tudo mais difícil. O filme, escrito e dirigido por Duncan Tucker, por si só é incrível. Quando Bree (Felicity) está prestes a realizar a tão esperada cirurgia de mudança de sexo, "ela" descobre que no passado engravidou uma mulher e, assim, tem um filho, Toby (Kevin Zegers). Este, diferente do que Bree esperava, é um garoto problemático que usa drogas, se prostitui e sonha em ser ator pornô. Tocada pela histórico pervertido de Toby, Bree sente que precisa ajudá-lo e, desta forma, eles embarcam numa viagem cômica e diferente pelas estradas mais diferentes dos Estados Unidos. O mais interessante aqui é a evolução que percebemos no que diz respeito à amizade que se forma entre os dois. Tucker, diferente do que alguns esperaram, despeja uma bela dose de sensibilidade neste subestimado filme. Ao mesmo tempo em que rimos com as caras e bocas de Bree, nos emocionamos; afinal, ela é um ser humano munida de um bom coração. Um filme simples, mas que no final se torna gigantesco. O desabafo final de Bree, já nos momentos finais, é uma das mais belas cenas que vi nesta década. Chega a ser uma vergonha Felicity perder o Oscar para a insosa Reese Witherspoon no mais insoso ainda, Walk the Line.


Nota: 9,0



Informações sobre o filme, clique aqui.
***MINHA VIDA ANDA UM POUCO CORRIDA POR CONTA DA FACULDADE E POR ISSO ANDO ATUALIZANDO O BLOG COM MENOR FREQUÊNCIA. TAMBÉM PEÇO DESCULPAS AOS BLOGS PARCEIROS POR NÃO ESTAR COMENTADO DIARIAMENTE COMO FAZIA. MAS JÁ JÁ TUDO VOLTA AO NORMAL!

sábado, 5 de setembro de 2009

Confissões de Uma Garota de Programa


Se formos analisar alguns filmes da paradoxal filmografia de Steven Soderbergh, sempre encontraremos algo em comum entre seus filmes: a profundidade com a qual ele lida com o desenvolvimento de seus personagens. Na maioria das vezes – e isso não inclui filmes fracos como Sexo, Mentiras e Videotape e ruins como Full Frontal – Steven delineia cada personagem como se fossem únicos no enredo e, óbvio, isto é de se louvar. Outra marca registrada deste diretor é a quase que constante estilização visual que utiliza não só no modo de filmar, mas sim na disposição e inserção de cores nas fitas. Esta combinação deu certo no genial Traffic e no interessante Bubble. Mas quem se aventurar no seu novo filme, Confissões de Uma Garota de Programa, irá perceber que Soderbergh, de maneira triste e quase desastrosa, tropeça nas suas próprias facetas.

O filme, escrito por Brian Koppelman e David Levien, tem míseros 78 minutos e mostra cinco dias na vida de Chelsea (a atriz pornô Sasha Grey), uma garota de programa de luxo, que atende clientes da alta sociedade de Manhattan. Mas logo percebemos que o título original em inglês, The Girlfriend Experience, é muito mais válido, já que Sasha é uma espécie de namorada de aluguel, pois não só oferece sexo aos seus clientes, mas sim companheirismo e conversa. Com isso, ela sente que o mundo sempre dá voltas ao seu favor e tudo é ratificado pela presença de seu namorado que, de forma bastante intrínseca, não tem problemas com a vida profissional da moça. Mas é claro que este é um universo dito bittersweet por muitos, uma vez que ao mesmo tempo em que é ótimo por ser bem remunerado, é vulgar e, por vezes, perigoso. O que é válido perceber é que quando você está nesse tipo de nicho, conhece muitas pessoas e, por esse motivo, nunca sabe o que encontrará pela frente.

Num primeiro momento, a premissa pode trazer a sensação de ser um filme extremamente bem feito. Mas pensem que eu sequer citei os demais personagens do filme e isso é fácil de explicar: tudo é manipulado da forma mais fria e distante do espectador possível. Começamos sem conhecer Chelsea e terminamos exatamente da mesma maneira. Sei que às vezes é interessante sermos submetidos ao mistério acerca do personagem, mas como se trata de uma película quase que biográfica, este recurso “textual” é completamente inválido e utópico. Também se espera algo bastante suave e original durante os programas da moça, já que é uma espécie de consulta psicológica íntima; contudo, elas são nota zero em termos de emoção.

Steven, desta forma, falha o tempo todo na transposição do roteiro. E esta falha tange tudo, até a disposição de cenas. O único aspecto positivo é a sempre genial estilização visual que a câmera deste diretor propõe: juntamente com um belo trabalho fotográfico, a composição das cores e ângulos é quase caótica – claro, num ótimo sentido. Mas de que adianta algo visualmente deslumbrante se o essencial – o enredo – é parcialmente inexistente? E outra: o elenco é inerte. Sasha Grey não incomoda, mas é um pólipo em cena, o tempo todo com a mesma expressão facial. Exceto por uma cena, talvez a mais interessante do filme, em que mostra certa profundidade emocional. A idéia de querer mostrar a vida de uma garota de programa de luxo é batida, mas dependendo do modo como é exposta, poderia render algo válido. Os roteiristas erram, Steven erra (mesmo com belo trabalho técnico) e o elenco nem a capacidade de errar teve.


Nota: 4,5

Informações sobre o filme, clique aqui.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Emmy 2009: Actors in Comedy

Para não deixar muito cansativo, vou postar todos os meus favoritos nas categorias dedicadas às atuações em Comédia no Emmy 2009. As categorias mostradas agora serão, nesta ordem: Lead Actress, Supporting Actress, Lead Actor e Supporting Actor. Lembrando que são em ordem decrescente de favoritismo.

Lead Actress

1. Toni Collette, “Pilot” (United States of Tara)


2. Julia Louis-Dreyfus, “Everybody Says I Love You Except Richie” (The New Adventures of Old Christine)
3. Tina Fey, “Reunion” (30 Rock)
4. Mary-Louise Parker, “Lady’s a Charm” (Weeds)
5. Sarah Silverman, “There’s no Place Like Homeless” (The Sarah Silverman Program)
6. Christina Applegate, “The Pill” (Samatha Who?)

Supporting Actress

1. Amy Poehler, “Josh Brolin” (Saturday Night Live)




2. Elizabeth Perkins, “No Man is Pudding” (Weeds)
3. Kristin Wiig, “Neil Patrick Harris” (Saturday Night Live)
4. Jane Krakowski, “The Ones” (30 Rock)
5. Vanessa Williams, “The Fall Issue” (Ugly Betty)6. Kristin Chenoweth, “Bad Habits” (Pushing Daisies)


Lead Actor

1. Jim Parsons, “The Bath Item Gift Hypothesis” (The Big Bang Theory)



2. Jemaine Clement, “Unnatural Love” (Flight of the Conchords)
3. Alec Baldwin, “Generalissimo” (30 Rock)
4. Tony Shalhoub, “Mr. Monk and the Miracle” (Monk)
5. Charlie Sheen, “Is It the 'Ocu' or the 'Pado'?” (Two and a Half Men)
6. Steve Carell, “Broke” (The Office)

Supporting Actor

1. Neil Patrick Harris, “Benefits” (How I Meet Your Mother)



2. Jon Cryer, “Sir Lancelot’s Litterbox” (Two and a Half Men)
3. Kevin Dillon, “Tree Trippers” (Entourage)
4. Tracy Morgan, “The Funcooker” (30 Rock)
5. Jake McBrayer, “The Bubble” (30 Rock)
6. Rainn Wilson, “Heavy Competition” (The Oficce)